JCP reforça a luta
nas escolas e nos locais de trabalho

Repor os direitos <br>da juventude

A Direcção Nacional (DN) da JCP, reunida nos dias 7 e 8 de Maio, em Lisboa, analisou a situação política do País, a realidade da juventude e a sua luta.

Melhores condições para defender, repor e conquistar direitos

Na reunião, realizada no Centro de Trabalho Vitória, traçaram-se ainda linhas de trabalho para o reforço da JCP, sendo sublinhado que só através da campanha «Mais JCP, mais luta – Avante com Abril» foram já centralizados 144 recrutamentos.

«É imperativo que se continue a recrutar novos militantes, envolvendo-os na actividade da JCP e na construção da luta na sua escola ou no seu local de trabalho, a partir das reivindicações e aspirações concretas, responsabilizando-os com diferentes tarefas», mas também que «se esclareça todos os militantes da importância da quotização e das campanhas de recolha financeira, de venda e divulgação do Agit», o jornal da organização revolucionária da juventude, destaca a Resolução Política da DN da JCP.

Segundo o texto, «é ainda importante continuar a reforçar a acção própria e a iniciativa dos colectivos da JCP, definindo prioridades em todos os aspectos da sua intervenção», dando também atenção «ao tratamento e actualização do ficheiro».

«O restabelecimento do contacto com os jovens que tenham dado o seu contacto à JCP deve ser encarado como uma prioridade», acrescentam os jovens comunistas.

Por outro lado, num momento em que cresce a ofensiva ideológica, «é essencial a leitura do Agit, do Avante! e do Militante, assim como procurar encontrar formas de realizar acções de formação ideológica e discutir nos colectivos e nos organismos a situação política» e «discutir em cada colectivo e em cada organismo estratégias para uma maior ligação às massas e para a construção de unidade em torno de lutas concretas».

Luta não parou

Num segundo ponto, «para defender, conquistar e repor direitos: é pela luta que lá vamos!», a JCP começa por fazer um balanço dos desenvolvimentos da situação política nacional ocorridos após os resultados eleitorais de 4 de Outubro de 2015, para depois lembrar que «a luta da juventude não parou nos últimos meses, pelo contrário».

Destaca-se, entre muitas outras, as acções de luta dos estudantes do Ensino Secundário e Básico (10 de Março), em todo o País; a manifestação nacional dos estudantes do Ensino Superior (15 de Março), em Lisboa; a manifestação nacional da juventude trabalhadora (31 de Março), convocada pela Interjovem/CGTP-IN, que juntou, em Lisboa, milhares contra a precariedade, os baixos salários, os horários desregulados e o desemprego.

Na Resolução Política, a JCP saúda «as acções de luta protagonizadas pela juventude nos últimos meses, reafirmando que no actual quadro político há melhores condições para defender, repor e conquistar direitos – para isso é fundamental o reforço da luta dos trabalhadores, do povo e da juventude. Essa é a prioridade dos jovens comunistas: reforçar a luta em cada escola, em cada local de trabalho e nas ruas.»

Valores de Abril

No documento – onde considera uma prioridade a realização da Festa do Avante! e o XX Congresso do PCP – a JCP valoriza também as diversas iniciativas de celebração do 40.º aniversário da Constituição da República Portuguesa (CRP) realizadas por todo o País, assim como o Acampamento da Paz, que este ano se vai ter lugar nos dias 29, 30 e 31 de Julho, em Silves.

«Os valores da paz estão plasmados na CRP, nomeadamente no seu Artigo 7.º, em que é afirmado que “Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos”, defendendo os princípios da Carta das Nações Unidas e também a dissolução dos blocos político-militares, de que a NATO é exemplo», afirmam os jovens comunistas, que prometem contribuir para a mobilização, organização e dinamização do Acampamento da Paz, «tendo em conta a importância crescente da luta pela paz e em defesa dos valores de Abril consagrados na CRP».

Acampamento Internacional em Portugal
«Avante! Por um mundo de paz»

Sobre a «situação internacional», a JCP aponta vários exemplos de como a estratégia do imperialismo se tem articulado para o aumento da sua agressividade.

Na América Latina, destacam os jovens comunistas, «os desenvolvimentos revelam uma crescente articulação entre as grandes potências imperialistas, desde logo os EUA, e o grande capital transnacional, que procuram reverter as conquistas sociais alcançadas nos últimos anos em diversos países», como acontece na Venezuela e no Brasil.

Na Resolução Política, a JCP critica ainda a forma como o imperialismo «continua a sua senda agressora no Médio Oriente» e a «agenda de militarização» para África. Na Europa, alerta-se para as «perigosas tendências de crescimento de forças fascistas e reaccionárias», desde logo na Ucrânia, mas também noutros países, «em que o racismo, a xenofobia, o anti-comunismo e o fascismo têm crescido, impulsionados por organizações amplamente apoiadas pelo imperialismo».

Por outro lado, «a crise dos refugiados tem revelado a hipocrisia da UE, que apoia as agressões contra os povos da Líbia, da Síria e de outros países, e depois aplica uma política de “Europa fortaleza”, ao mesmo tempo abrindo caminho ao crescimento da extrema-direita».

Entre 27 de Agosto e 4 de Setembro, a JCP vai organizar, em articulação com a FMJD, o Acampamento Internacional «Avante! Por um mundo de paz», que será um contributo para o reforço dos laços de solidariedade e amizade entre os povos e a juventude pela paz.




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